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Foi uma sessão bastante concorrida e com muitos discursos proferidos pelos vereadores durante a votação dos projetos de lei que concedem reajuste salarial aos servidores públicos municipais e ainda o aumento do valor do cartão alimentação da categoria.

Em votação apertada durante sessão extraordinária – sete votos contrários aos projetos e sete favoráveis, coube ao presidente da Câmara Municipal – vereador Mehde Meidão Slaiman Kanso desempatar no chamado voto Minerva o placar e apontar favorável aos projetos que concedem o reajuste.

Os sete vereadores contrários ao projeto do prefeito João Dado se pronunciaram na tribuna legislativa e afirmaram não ser contra os servidores públicos municipais. Ao contrário, segundo eles, a rejeição ao projeto poderia pressionar o Executivo a enviar outro documento com índice maior do que o oferecido na atual proposta: 3,94% de reajuste salarial e R$15,00 de aumento no cartão alimentação, passando para R$285,00.

Os vereadores contrários ao projeto argumentaram que o prefeito Dado poderia enviar nova proposta, ao menos reajustando o valor do cartão alimentação. Contudo, o chefe do Executivo, como afirmou em reunião com todos os vereadores na última semana, na Câmara, que a Prefeitura “chegou no limite com os valores oferecidos”, atingindo o teto, conforme as condições financeiras do município. Nesta mesma reunião, Dado abriu a possibilidade de, nos próximos meses, voltar a discutir novas melhorias para os servidores, como um reajuste no cartão alimentação.

Os vereadores que votaram favoráveis aos projetos argumentaram que, após ser aprovado em plenário, espera que o prefeito possa em breve, abrir a discussão em torno de melhorar as condições salariais para os servidores municipais.

De acordo com o “bloco” de vereadores favoráveis aos projetos, caso as matérias fossem rejeitadas em plenário, os servidores não teriam nada de reajuste salarial neste ano e nem no cartão alimentação.

O novo índice de reajuste salarial já valerá para a próxima folha de pagamento, junto com o cartão alimentação.

No ano passado, o vereador Rodrigo Beleza encaminhou um ofício ao prefeito e ao secretário de Administração, Miguel Maturana, para que viabilizassem um estudo para debater com antecedência o dissídio salarial dos servidores para esse ano.

A sessão extraordinária foi acompanhada por um pequeno grupo de servidores públicos da Prefeitura e da Saev Ambiental e pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Inácio Pereira de Oliveira.